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Primeira agência brasileira baseada no conceito de impacto social abre em Curitiba

Felippe Motta, ex-diretor de criação da Master, é um dos nos nomes por trás da Santiago

A preocupação com o impacto social está cada vez mais presente no mundo corporativo, mas ainda é um assunto pouco explorado nas agências. Pelo menos até agora. Porque acaba de abrir, em Curitiba, a Santiago, uma agência de publicidade tão interessada em causas comunitárias quanto em criatividade ou em qualquer outro pilar fundamental da comunicação.

“Nós acreditamos que entregar um serviço criativo, estratégico e de qualidade para os nossos clientes era o mínimo que poderíamos oferecer. Por isso, o nosso propósito como agência é melhorar a sociedade por meio da publicidade. E, para isso, já nascemos colocando em prática uma série de atitudes”, adianta um dos sócios da nova agência, Felippe Motta, que deixou recentemente a direção de criação da Master, depois de 4 anos na casa.

Para entender melhor a proposta e dividir a novidade com o nosso mercado, o Clube de Criação bateu um papo com Motta e reproduz aqui, em primeira mão, as novidades que a Santiago está trazendo.

CCPR: Começando pelo começo. Por que Santiago?

MOTTA: Quando eu fiz o Caminho de Santiago pela primeira vez, lá em 2009, eu tive a ideia de montar uma agência que fosse uma ONG, que revertesse o seu lucro para minimizar os impactos causados pela propaganda na sociedade. Essa ideia ficou guardada no meu coração. Quando surgiu a oportunidade, eu quis colocar em prática. Rapidamente meu contador me demoveu da ideia de montar a ONG, então foquei na iniciativa privada. Logo, veio o nome, o conceito da agência, e muitas das ideias que estamos colocando em prática com ajuda das pessoas que estão caminhando com a gente. 

CCPR: Você tem passagens por grandes agências de fora do Brasil. Quais foram elas e por que escolheu Curitiba como cenário para abrir sua própria agência?

MOTTA: Fora de Curitiba eu trabalhei por dois anos e meio em Portugal. Mais especificamente na BBDO. Foi uma época sensacional, de grande evolução profissional, na qual tive oportunidade de trabalhar com grandes marcas como Mercedes, Pepsi, Azeite Gallo, entre muitas outras. E ainda, de bônus, quando voltei pra Curitiba, uns seis meses depois, saiu o ranking de redatores mais premiados em propaganda do Clube de Criativos de Portugal. Para minha surpresa, lá estava eu, em primeiro lugar. Esse reconhecimento fechou com chave de ouro o período que estive lá.

Agora, por que Curitiba? Porque eu não me imagino vivendo em nenhuma outra cidade do Brasil. E, em Curitiba, já fiz campanhas para clientes de todo país e até alguns de fora. Hoje o mundo está completamente conectado, o lugar que você mora não interfere em nada na sua entrega. Também acho que tenho uma dívida com esse mercado que me deu tanta coisa. Quando eu cheguei aqui, há quase vinte anos, vindo do Rio de Janeiro, eu não conhecia ninguém. Me formei e aos poucos fui abrindo meu espaço. Fui muito bem recebido e tive a sorte de trabalhar com pessoas muito mais talentosas que eu, que me ensinaram muito. E hoje, quero fazer minha parte. Contribuir com meu trabalho é minha visão. O mercado mudou muito, isso é fato. Mas as agências não acompanharam essas mudanças. Apostam em modelos juniorizados, entregando um serviço de qualidade mediana, e praticamente obrigam os nossos talentos a procurarem refúgio em mercados de fora. Eu não acredito nesse modelo. Comecei a Santiago cercado dos melhores profissionais do mercado, a Dani na área de atendimento/planejamento, a Ju na área de estratégia/mídia, e o Gatto como Head de Arte. Eu quero fazer diferente. Quero me cercar dos melhores para conseguir entregar mais. É isso que o mercado está demandando e é nisso que eu acredito.

CCPR: Nos últimos anos, como diretor de criação da Master, você conquistou prêmios importantes como um Leão de bronze de Cannes. Em relação aos grandes festivais, qual vai ser o posicionamento da Santiago?

MOTTA: As premiações são muito importantes por vários motivos. Primeiro porque nos motiva a buscar sempre o novo. Segundo, porque é como se fosse um ISO, que certifica a nossa criatividade. E, finalmente, porque gera sim negócios para a empresa. E, quem não concorda com essa última frase, é porque ainda tem aquela visão dos anos 90, de que prêmio de publicidade é pra publicitário ver. Os clientes buscam agências criativas. Já vi isso na prática inúmeras vezes. E as agências mais criativas são também as mais premiadas, claro.

Essa semana mesmo, um cliente veio nos procurar para participarmos de uma concorrência por causa de um shortlist que tive no Festival de Cannes de dois anos atrás. O prêmio também é um importante gerador de relacionamento. É um momento de comemoração com o cliente.

E ainda, premiações não são só da agência. Cada prêmio é do cliente também. E de cada um dos envolvidos no processo: desde a aprovação até a produção. Na Santiago vamos participar das premiações que acharmos pertinentes. Eu acredito na importância das premiações. Acho importante participar e, mais importante ainda, ganhar.

CCPR: Dizem que os padrões das grandes agências não vai mais se sustentar como está. Qual sua visão sobre o momento da publicidade e o que esperar do modelo Santiago?

MOTTA: Não sei se os padrões das grandes agências vão ou não vão se sustentar. Acho que sempre vão existir grandes clientes, grandes verbas e pessoas dispostas a pagar por boa propaganda. O que eu sei é que modelo de negócio mudou. As margens diminuíram. Os salários também. A mídia fragmentou. E tudo isso é um problema para quem insiste em viver no formato antigo. Na Santiago nós trabalhamos com profissionais seniors, gente que sabe resolver problema, argumentar e, o mais importante, pensar. Então, vamos ter sempre uma equipe enxuta, mas muito qualificada. E, para completar a nossa entrega, montamos um HUB com excelentes profissionais freelancers, de Curitiba, São Paulo e de outras partes do mundo, que vão ser plugados nos projetos de acordo com a necessidade.

CCPR: Vocês já nascem com um cliente na casa: o Palladium. Uma conquista que foge ao processo tradicional de concorrência. Muitas agências já têm se manifestado contrárias a esse formato, inclusive se negando a participar. Como você vê essa questão?

MOTTA: Na verdade, não nascemos com um cliente, nascemos com sete. As contas que estamos atendendo são as seguintes: Palladium Curitiba, Ventura, Palladium Ponta Grossa, Catuaí Palladium, Cidade Sorocaba e Itajaí Shopping. Além disso, seguindo a nossa política, estamos esperando a indicação de uma ONG por parte do nosso cliente, que será atendida completamente pró-bono.

Realmente não participamos de concorrência nesse caso, tínhamos uma relação de confiança muito forte com o cliente. Uma relação de parceria mesmo. Então foi um processo bem natural. Eu, particularmente, não acho justo o processo de concorrência. Acho que a avaliação de portfólio e de referências de uma agência já fornece informação suficiente para a tomada de decisão. Hoje as empresas abusam desse mecanismo, que é injusto pra quem já é cliente da agência. Mas, não posso afirmar que nós não participaremos de concorrências, pois essa é a regra do jogo atual. Mas posso afirmar que seremos bem seletivos e tentaremos minimizar ao máximo o impacto dessas concorrências nos clientes da casa.

Os sócios da Santiago – Ju Selbach (Diretora de Mídia), Felippe Motta (Diretor de Criação), Dani Bellio (Diretora de Atendimento) e Victor Gatto (Head de Arte)

CCPR: O posicionamento da nova agência é claro: por uma comunicação do bem. Você acha que o mercado precisa de mais responsabilidade social assim?MOTTA: Com certeza. Eu acredito que a publicidade tem uma dívida enorme com a sociedade. Ninguém fala disso, mas a nossa profissão estimula o consumo e isso, nos dias de hoje, é uma coisa a se pensar. A sociedade, de forma geral, está cobrando uma presença mais positiva das empresas. Já não basta ter um bom produto. É preciso uma boa postura também. Se analisarmos os últimos Festival de Cannes, por exemplo, mais de 80% das peças que ganham são relacionadas a alguma causa. Na Santiago temos a política do 1 pra 1, de ou seja, cada cliente atendido poderá indicar uma ONG que terá full serviço pro-Bono. Faremos nossa parte e ainda daremos voz a uma causa cara ao cliente. Quero realmente transformar a sociedade através da publicidade. Além disso, somos uma agência livre de papel, a única exceção é pro papel-higiênico  

Fonte: http://www.ccpr.org.br/primeira-agencia-brasileira-baseada-no-conceito-de-impacto-social-abre-em-curitiba/

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Santiago Comunicação
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